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PAN-AMERICAN WELLINGTON N°2

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Inventada por Wellington P. Kidder (da Franklin) em 1882, embora não se tenha notícia de sua fabricação antes de 1885. Não foi, nos EUA, um sucesso de vendas.
Em 1908 foi licenciada, primeiro para a Willians do Canadá, depois para a Adler alemã, entre outros fabricantes menores.
Sua característica é de que os tipos são afixados em barras retas, sendo lançados para a frente num movimento retilíneo pelo acionamento da tecla correspondente. Alguns modelos escreviam apenas com letras maiúsculas.

Informações que enriqueçam o post são bem-vindas.

Somadoras de rodas e pinos

domingo, 6 de setembro de 2009

ODHNER DOURADA (2)

Até os anos 1970 eram comum encontrar, em estabelecimentos bancários e comerciais, as calculadoras de rodas. Nessa época, os pinos já haviam sido substituídos por teclados numéricos.
Embora chamadas calculadoras eram, na verdade, máquinas de soma e subtração.

Operavam-se registrando algarismos através dos pinos sobressalentes na parte frontal e se acionava a manivela, para a frente, soma, para trás, subtração. Possuiam também cursores que permitiam, diretamente, multiplicações por dez, cem, mil e sucessivamente. Chegavam a calcular bilhão. Faziam as quatro operações básicas, pois uma multiplicação nada mais é que uma sucessão de somas. O inverso na divisão, que é uma sucessão de subtrações.

ANTARES ITALIA

Essas máquinas foram inventadas por Willgodt T. Odhner, com o nome de Arithmometer, em São Petersburgo, Rússia, 1874. Uma calculadora similar foi inventada, 2 anos antes, pelo norte-americano Frank Baldwin. Mas o sistema de Odhner foi mais bem sucedido. Com a revolução bolchevique de 1917, a fabrica foi nacionalizada e Odhner mudou-se para a Suécia e continuo fabricando suas máquinas, adotando o nome comercial de “Original Odhner”, deixando claro que ele era o fabricante original.

Vários fabricantes mandavam suas peças para o Brasil. Nos anos 20 e trinta, tínhamos as Walther alemãs, Antares italianas, Original Odhner e Facit suecas. A Addo terminou por incorporar a Odhner.

POSSIVELMENTE ODHENER

São exemplos de um tempo onde não havia nada eletrônico e a contabilidade era, mesmo assim, executada com precisão. Idem para as engenharias.

Hoje são apenas curiosidades valorizadas pelo mundo afora, embora tão anacrônicas quanto as máquinas de escrever.

Máquinas de escrever de índice

quarta-feira, 20 de maio de 2009

GUNDKA 5darling111

Desde meados de 1800 vinham sendo desenvolvidas, em várias partes do mundo, equipamentos para escrita. Até em nossa terra brasilis o padre paraibano Francisco João de Azevedo tentou patentear uma máquina de escrever feita em madeira, à lixa e canivete. A máquina do padre foi apresentada ao público na Exposição Nacional de dezembro de 1861. O invento foi premiado com medalha de ouro, conferida pelo próprio Dom Pedro II. Contam que em 1873, 12 anos depois do projeto do padre, empresários americanos conseguiram patentear modelos de máquinas de escrever baseados nesse projeto. O padre teria autorizado, em desalento por não ser reconhecido em seu país.
A idéia da máquina de escrever surgiu da necessidade de que cegos pudessem colocar seu pensamento em papel. Assim, o intrincado sitema de teclas, alavancas e tipos faziam sons característicos, o que auxiliava os portadores de cegueira a ter certeza do que escreviam.
A máquina permitiu, então, que mesmo manualmente a escrita se tornasse regular, com as letras bem impressas no papel e devidamente padronizadas, evitando qualquer mal-entendido sobre o texto escrito. E isso se tornou importante para todos, não mais apenas para os cegos.
Mas eram equipamentos demasiadamente caros. Quem já teve a oportunidade de ver uma máquina de escrever desmontada fica impressionado com a quantidade de peças móveis, sejam teclas, barras de transferência, suportes dos tipos, todos trabalhando com a mínima tolerância possível. Um invento muito interessante e útil, porém difícil de se popularizar em virtude do preço.
Identificada a necessidade de oferecer ao público um equipamento de menor custo, fabricantes em todo o mundo lançaram-se em busca de alternativas viáveis. E essa alternativa chegou na forma de “máquinas de índice”.
Eram máquinas com um índice de letras dispostas em forma linear, semicircular ou circular e uma tecla-cursor. Essa tecla era posicionada alinhada com determinado tipo (letra) que se queria imprimir e era pressionada como numa máquina de escrever normal. Esse sistema reduzia em muito a quantidade de peças móveis – uma única tecla – e o trabalho de oficina, tanto no fabrico quanto na montagem.
Evidentemente, o sistema era muito mais lento que as máquinas tradicionais o que, cremos, foi o motivo do insucesso.
Ainda assim, são equipamentos interessantes quando se vê que algumas das características desenvolvidas para as máquinas de índice foram usadas posteriormente em máquinas de escrever convencionais.
São uma parte importante na história da letra impressa. Não devem ser esquecidas.

Máquina de índice com o índice em meia-lua

Máquina de índice com o índice em meia-lua

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