Arquivo da Categoria ‘Uncategorized’

WESTERN ELECTRIC SCISSOR TELEPHONE

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


A WE foi pródiga em modelos diferentes de aparelhos telefônicos. Um dos mais curiosos era este, com uma peça pantográfica com a finalidade de afastar o telefone – e o usuário – da parede.
Já tinhamos visto pantógrafos WE que permitiam que neles fossem colocados aparelhos do tipo castiçal.
Este especificamente já vinha com o transmissor especial para a montagem, como se nota quando se vê que é um castiçal sem a base.

ARREIOS DE ALPACA, RIO GRANDE E O POSITIVISMO

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


A filosofia do Positivismo, criada por Augusto Comte, encontrou terra fértil no Rio Grande do Sul a partir de Júlio de Castilhos. Este homem redigiu e fez aprovar uma Constituição estadual que garantiu aos positivistas 40 anos de domínio político, mantendo-se até Getúlio Vargas, quando Governador do estado.
E essa característica e importância dessa filosofia no estado ficou gravada em peças típicas dos objetos de uso dos gaúchos. Nas fotos, um raro exemplo de cabeçada de sela ou serigote com o brazão oval e o dístico Ordem e Progresso, tipicamente positivista.
As poucas peças remanescentes, que bem ilustram essa época, são hoje disputadas pelos colecionadores.

TELEFONE ERICOFON 700

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1967. A Ericsson tentou dar uma sobrevida ao seu famoso Ericofon – JK no Brasil, Cobra no exterior – lançando o modelo 700. As linhas perderam cantos arredondados, ficando mais “quadrado”. Um pouco menor que o modelo original, tinha como principal novidade o teclado de pressão, ao invés do antigo disco numérico. Vinha acompanhado com uma manual em 13 idiomas, um folheto demonstrativo da conexão na parede e, cuidado sueco, o parafuso para prender a caixa de derivação na parede.
Este das fotos foi recentemente encontrado, “abandonado” entre móveis vendidos para uma loja de objetos usados. Está em sua caixa de cartão ondulado original.

TELEFONE ERICOFON OU JK

domingo, 15 de novembro de 2009


A partir da constatação de que as pessoas acamadas tinham dificuldades em utilizar um telefone, a Ericsson, fabricante suiça de aparelhos telefônicos, determinou a seu design H G (Gosta) Thames que desenvolvesse um aparelho para uso nessa condição, de acamado ou hospitalizado. A esta pessoa seria difícil a utilização de um aparelho convencional. E o aparelho, que foi desenvolvido para o conforto do hospitalizado, não contava com campaínha de chamada. Era feito para o paciente efetuar as ligações, não para receber chamadas.

Posteriormente, com o sucesso do novo desenho, a Ericsson viu-se obrigada a incluir um pequeno “buzzer”, um vibrador que emite som, desses que se encontram hoje em dia nos porteiros eletrônicos.
Foi lançado, em 1954, com uma cartela de 18 cores, aproveitando e promovendo as possibilidades dos novos plásticos do pós-guerra. Quando licenciou fabricante norte-americano, este já reduziu a cartela para apenas 8 cores. O conceito de economia de escala dos americanos não aceitou cores com pouca demanda.
Final dos anos 50 e início de 60, a conversa da moda no Brasil era a construção de Brasília. O então presidente Juscelino Kubitischek de Oliveira, quando conheceu o aparelho ficou encantado. Como o modernismo do design remetia ao modernismo da nova capital, exigiu que todos os terminais telefônicos instalados em Palácio fossem desse modelo. Foi aí, então, que o internacionalmente famoso Ericofon virou, no Brasil, telefone “JK”.
O aparelho teve sua produção descontinuada ainda no final dos anos 60.
Quem quiser mais informações, procure o Raphael Alvez Zanetti, de São Paulo. Ele é talvez o maior especialista brasileiro nesses telefones.

MOEDORES DE CAFÉ E PIMENTA

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como é agradável o odor do café moído na hora. E o sabor da pimenta, sem que seus componentes voláteis se percam, quando é moída diretamente sobre o prato.
Por isso vem sendo criados, desde a muito, pequenos moedores para uso doméstico. Os modelos são variados, mas todos tem a função de moer pequenas quantidades, suficientes para o uso imediato, preservando, para outras ocasiões, os grãos não usados ainda intactos, mantendo dentro deles toda a paixão pela pimenta e pelo café.
Vejam aqui alguns modelos de moedores.

PRENSAS DE ENCADERNADOR

terça-feira, 7 de julho de 2009

prensa-rioprensa-pequena3prensa-lyon3Entre os diversos equipamentos usados pelos encadernadores um dos mais importantes é a prensa manual de parafuso.
Trata-se de uma peça feita, geralmente, em ferro fundido (até os anos 1940, aproximadamente), feitas em chapas de ferro (a partir dos anos 1950) e, inclusive, em madeira. Claro que estas últimas eram apenas um “quebra-galho”, enquando não se adquiria uma prensa de ferro.
Serve para colagem, quando se mantém pressionado o livro pelo tempo necessário para a cura da cola. Serve também como base para a costura, quando se deixa de fora da placa móvel uma borda, onde será feita a costura. Como no caso da colagem, a massa de prensa de ferro dificulta que, desafortunadamente, se desalinhem os cadernos a serem colados ou costurados.

Eram usadas também nos antigos escritórios de “guarda-livros”, hoje chamados de contadores. Os livros diários tinham que ser impressos, por extênsil e pano húmido para fins fiscais. Ainda as ví nesse trabalho na década de 1970. Com o advendo do computador, foram caindo em desuso.
Seu fim, no mais das vezes, foram os ferros-velho. Encaminhadas novamente para as aciarias, talvez façam parte dos ferros de construção aí de sua casa ou apartamento. Ou da lataria do seu automóvel.
Se encontrar alguma,preserve-a. Tem seu valor, tanto como peça de decoração quando utilidade. Não apenas na encadernação, mas sempre que se quiser colar com firmeza objetos planos. Como marchetarias, por exemplo. Ou litografias ou xilogravuras…

Aceitamos contribuições que enriqueçam o texto. Ou novas fotos.

REFRIGERADORES KELVINATOR

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quem tem por aí mais notícias dos Refrigeradores Kelvinator? Durante os anos 30 a quase sessenta andaram frequentando os lares tupiniquins. Eram todos importados?

ANTIGÜIDADES: QUANTO VALEM?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Com muita freqüência discute-se qual o preço de uma antigüidade. Usam-se as mais variadas referências e comparações. Pegam-se cotações em moeda estrangeira, notadamente a norte-americana e se quer fazer uma conversão pura e simples. Como se os objetos, no mais das vezes, fossem iguais.

Na vida, nada é simples. Veja-se uma peça qualquer européia ou norte-americana. A Europa, colonizada há muito mais tempo, considera antigüidades objetos com 300 anos ou mais. Na América do Norte, como em nosso país, quaisquer 100 anos já é de bom tamanho.

Mas a comparação mais freqüente é mesmo com a América do Norte. Ainda há poucos meses, apareceu-me um cidadão com uma peça industrializada em 1870 e com uma folha impressa do google dando notícia de que uma igual fora vendida por 25 mil dólares. Como a impressão era de boa qualidade e trazia fotos, foi fácil perceber a comercializada lá estava em estado “mint”. Ainda na embalagem. O que o cavalheiro trazia junto a si era um objeto que pertencera a um bisavô e, por segurança, tinha sido mantida enterrada no nosso lindo e hospitaleiro solo tropical. Com a umidade que é característica por aqui, a fina camada de graxa – animal – e os antigos sacos de estopa foram uma proteção pobre. O metal estava carcomido, lembrando a superfície lunar. Do acabamento azul original nada restava. A madeira estava rachada e com indeléveis manchas de gordura. Avaliei a peça em R$ 100,00. E arrumei um inimigo!

Quando se falam, por exemplo, em rádios antigos. Muitos vieram da mesma América do Norte. Alguns europeus. Cujos preços são facilmente encontrados nos e-bay da vida. Mas a questão é a disponibilidade. Quandos desses equipamentos, produzidos nas fordianas linhas de montagem, foram distribuidos nos EUA? Não sei. Mas sei que o número deles que vieram para cá foi muitas vezes inferior. Peças que são comuns nos EUA aqui são raras. E isso muda muito o preço. Afinal, não é tão simples assim importar essas peças.

Igualmente para aparelhos telefônicos. Para se conseguir uma linha no Brasil, nos idos de 40 ou 50, só sendo amigo do próprio Getúlio Vargas, por exemplo. E a variedade de aparelhos era muito limitada.

Relógios de parede. Um Ansonia na sala era coisa de gente nobre. E olhem que os Ansonias eram industrializados em “modernas” linhas de montagem.

Bicicletas idem. Raras e caras. Mesmo as alemãs montadas aqui não eram para qualquer um. Quem tinha uma Philips já  era chamado de doutor!

E isso se repete num sem número de artigos. De badulaques a jóias. Jóias têm seu valor intrínseco determinado apenas e tão somente pelo peso ouro e a qualidade das pedras. Tantos reais por grama ou quilate e ponto final.

Assim, e vou usar sem licença algo que lí do Jean Fabrìcio, o Velho Restaurador. O preço de uma antigüidade é o preço pelo qual o proprietário concorda em se desfazer da peça e que um futuro proprietário se disponha a pagar por um capricho. Nem mais, nem menos.

Alô amigos de coisas antigas e diferentes…venham para este espaço!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Amigos, este é um espaço de todos que gostam de coisas antigas e diferentes. Esperamos incluir dados e fotos sobre rádios, bicicletas, automóveis, motos, objetos de decoração e tudo o mais que for antigo.

Existem ainda tantas coisas conservadas que muitos dos mais novos – e alguns mais velhos também – nem sabem que existiram, como funcionavam e como permitiram a evolução para o estado da arte.

Aproveitem, colaborem. Proponham compras e trocas por aqui. Mas, por favor, incluam o máximo possível de informações sobre as peças e seus usos.

Bem vindos.

Eduardo