Arquivo da Categoria ‘TELEFONES ANTIGOS’

TELEFONE ERICOFON 700

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1967. A Ericsson tentou dar uma sobrevida ao seu famoso Ericofon – JK no Brasil, Cobra no exterior – lançando o modelo 700. As linhas perderam cantos arredondados, ficando mais “quadrado”. Um pouco menor que o modelo original, tinha como principal novidade o teclado de pressão, ao invés do antigo disco numérico. Vinha acompanhado com uma manual em 13 idiomas, um folheto demonstrativo da conexão na parede e, cuidado sueco, o parafuso para prender a caixa de derivação na parede.
Este das fotos foi recentemente encontrado, “abandonado” entre móveis vendidos para uma loja de objetos usados. Está em sua caixa de cartão ondulado original.

WESTERN ELECTRIC 20AB

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Encontro somente agora, depois de tantos anos lidando com telefones, esse modelo com uma “alça” para o auricular diferente. E o auricular também diferente. Com uma espécie de arco para prender o auricular junto à orelha do usuário. Creio que era algo para uso intensivo, de alguém que tinha que ficar com as mãos livres.

Quem tiver mais detalhes, por favor mande mensagem.

Obrigado

TELEFONES QUE ROMPERAM O CONCEITO: ERICOFON E GRILLO

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O telefone Grillo, desenhado por Marco Zanuso e Richard Sapper para a SIT-Siemens da Itália, é a segunda grande alteração do design de telefones. O Ericofon mudou totalmente o conceito de que o aparelho tinha que ficar “estático” sobre uma mesa e pegava-se apenas o fone. No Ericofon e também no Grillo, todo o conjunto ficava nas mãos do usuário, aparelho e monofone integrados.
O Grillo é o “pai” dos “flip-fones” que, hoje, as empresas de telefones celulares apresentam como “grande modernidade”. Essa grande modernidade nasceu nas pranchetas italianas no início dos anos 1960.

TELEFONE ERICOFON OU JK

domingo, 15 de novembro de 2009


A partir da constatação de que as pessoas acamadas tinham dificuldades em utilizar um telefone, a Ericsson, fabricante suiça de aparelhos telefônicos, determinou a seu design H G (Gosta) Thames que desenvolvesse um aparelho para uso nessa condição, de acamado ou hospitalizado. A esta pessoa seria difícil a utilização de um aparelho convencional. E o aparelho, que foi desenvolvido para o conforto do hospitalizado, não contava com campaínha de chamada. Era feito para o paciente efetuar as ligações, não para receber chamadas.

Posteriormente, com o sucesso do novo desenho, a Ericsson viu-se obrigada a incluir um pequeno “buzzer”, um vibrador que emite som, desses que se encontram hoje em dia nos porteiros eletrônicos.
Foi lançado, em 1954, com uma cartela de 18 cores, aproveitando e promovendo as possibilidades dos novos plásticos do pós-guerra. Quando licenciou fabricante norte-americano, este já reduziu a cartela para apenas 8 cores. O conceito de economia de escala dos americanos não aceitou cores com pouca demanda.
Final dos anos 50 e início de 60, a conversa da moda no Brasil era a construção de Brasília. O então presidente Juscelino Kubitischek de Oliveira, quando conheceu o aparelho ficou encantado. Como o modernismo do design remetia ao modernismo da nova capital, exigiu que todos os terminais telefônicos instalados em Palácio fossem desse modelo. Foi aí, então, que o internacionalmente famoso Ericofon virou, no Brasil, telefone “JK”.
O aparelho teve sua produção descontinuada ainda no final dos anos 60.
Quem quiser mais informações, procure o Raphael Alvez Zanetti, de São Paulo. Ele é talvez o maior especialista brasileiro nesses telefones.

DECAPAGEM QUÍMICA SIMPLES E DOMÉSTICA

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Freqüentemente adquirimos peças de ferro e aço em lastimável estado de oxidação. Normalmente apelamos para escovamentos, algumas vezes utilizando palha-de-aço, bombril, escovas rotatórias colocadas em esmerís e furadeiras. Faz uma sujeira danada e arranha a peça toda.
Uma forma menos trabalhosa de fazer a limpeza grosseira é a seguinte: mergulhar a peça num banho de água saturada com soda cáustica. Uma forma simples de desengraxar a peça convenientemente. Esse banho varia de poucos minutos a muitas horas, dependendo da quantidade de restos de óleos e graxas presentes. Isto feito, lavar abundantemente com água corrente. Mantenha-se sempre protegido, incluindo as roupas.
A seguir coloque a peça, num recipiente de vidro ou plástico e complete, cobrindo tudo, com ácido clorídrico não reduzido (puro, sem diluição). Novamente é um banho de poucos minutos ou muitas horas, sempre dependendo da camada de ferrugem depositada. Isso deve ser feito ao ar livre, visto que o ácido, em contato com a umidade do ar, desprende, volatiliza, vapores que também são agressivos. Evite o máximo possível inalar ou ter contato com esses vapores.
Retirada a peça do ácido – que deve ser convenientemente dispensado, visto que está contaminado – novamente um banho prolongado em água corrente. Você vai notar que ainda saem restos de ferrugem.
Por último, mais um banho. Dessa vez, não agressivo. Um colher de sopa de bicarbonado de sódio por litro de água fervente. Vai terminar a limpeza e impedir que resíduos de ácido continuem agindo sobre a superfície metálica. Pronto, você está com uma peça limpa.
O processo de oxidação inicia-se pelo contato dos metais com o oxigênio do ar. Precisamos agora isolar o metal do oxigênio. Este isolamento pode ser por pintura, que vai esconder os detalhes do metal e não se aplica a todas as peças que queremos conservar. Algumas já tinham originalmente o metal exposto. Também podemos, dependendo se a peça é algum tipo de ferramenta, untá-la com óleo, uma camada fina. Eu costumo usar uma mistura de óleo diesel e gasolina. Apenas 10 ou 20% de óleo, o resto gasolina. Quando a última evapora, obtêm-se uma camada fina de óleo. Silicone líquido pode ser também aplicado, ao invés da solução anterior. A vantagem é que o silicone, depois de seco, é muito pouco gorduroso. Se a peça permite um aquecimento moderado, podemos fazê-lo e, a seguir, friccionar contra a superfície do metal uma vela, dessas comerciais, para quando falta luz. Depois, remove-se o excesso com um trapo. É uma forma bem legal de proteger ferramentas antigas.

Certamente existirão outras técnicas. Quem souber e não se importar em dividir o conhecimento, por favor, faça isto.

TELEFONE CASTIÇAL SCISSOR WALL BRACKET

domingo, 6 de setembro de 2009

ScissorPhone[1]
Raro equipamento pantográfico que se utilizava, principalmente em estações de trem e escritórios públicos, onde um suporte giratório e extensível para os telefones castiçal eram mais úteis, dado o número de usuários.
Hoje são raros e disputados por colecionadores inclusive nos Estados Unidos.
Uma peça que faz parte da história da telefonia e valoriza qualquer coleção.
images[3]

A Unión Telefónica del Río de la Plata (UT)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Entre 1886 e 1929 – 43 anos portanto – foi a UT quem administrou telefones na Argentina. Começou com 6.000 assinantes, chegando a 195.000 quanto foi adquirida pela tentacular International Telephone & Telegraph, a famigerada ITT, que tão “bons” serviços prestou pela América do Sul.
Apesar de ser uma campanhia “argentina”, a UT foi estabelecida por um cidadão bostoniano (EUA) que havia trabalhado no Centro de Meteorologia de Cordoba (AR), associado a um engenheiro inglês.
Como a ITT também já era proprietária da Western Electric (WE), fabricante de equipamentos para telefonia, os aparelhos da UT – terminais de assinantes – eram construídos com as partes de maior tecnologia da própria WE sendo assim, intercambiáveis.

TELEFONE CASTIÇAL TELEFONE XERIFE

domingo, 26 de julho de 2009

A Western Electric fez seu ingresso nos modelos castiçal em 1904, com o modelo 20B. Em 1915 lançou o já aperfeiçoado 20 AL. A modificação mais visível foi no “cabide” para o auricular. Enquanto que no 20B tratava-se de uma peça fundida, no 20 AL foi montado a partir de duas pranchetas rebitadas, num processo mais simples e econômico de produção. Outra modificação foi que a fiação passou a ser feita pela base circular, subindo pelo tubo em direção ao cabeçote.
Eram feitos inteiramente em latão, nas sua partes metálicas. Os primeiro da série ainda vieram acabamento niquelado. Logo a seguir começaram com o acabamento “preto japonês”. Esse acabamento era uma pintura negra aplicada “a fogo”, que permitia uma camada lisa e duradoura sobre o aparelho.
Terminada a I Grande Guerra, a Western Electric lançou o modelo 40 AL, igual ao predecessor 20 mas feito com a base e o tubo em aço. Este modelo vinha com um acabamento por oxidação da superfície com vapor de petróleo, o que proporcionava um acabamento num tom de cinza escuro, também duradouro.
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TELEFONE SIEMENS & HALSKE A.G. “CIRCA” 1890

sábado, 27 de dezembro de 2008

telefone-sh-boxauricular-sh-agVejam os primórdios dos telefones europeus. O bocal fixo na parede ou numa torreta e essa “lupa” auricular era mantida junto à orelha. Em madeira e bronze, fabricado pela Siemens & Halske, “circa” 1890.

ERICSSON TELEFONE DE PAREDE

domingo, 21 de dezembro de 2008
ERICSSON WALL TELEPHONE EIFFEL TOWER

ERICSSON WALL TELEPHONE EIFFEL TOWER