PAN-AMERICAN WELLINGTON N°2

25 de janeiro de 2010

Inventada por Wellington P. Kidder (da Franklin) em 1882, embora não se tenha notícia de sua fabricação antes de 1885. Não foi, nos EUA, um sucesso de vendas.
Em 1908 foi licenciada, primeiro para a Willians do Canadá, depois para a Adler alemã, entre outros fabricantes menores.
Sua característica é de que os tipos são afixados em barras retas, sendo lançados para a frente num movimento retilíneo pelo acionamento da tecla correspondente. Alguns modelos escreviam apenas com letras maiúsculas.

Informações que enriqueçam o post são bem-vindas.

WESTERN ELECTRIC SCISSOR TELEPHONE

25 de janeiro de 2010


A WE foi pródiga em modelos diferentes de aparelhos telefônicos. Um dos mais curiosos era este, com uma peça pantográfica com a finalidade de afastar o telefone – e o usuário – da parede.
Já tinhamos visto pantógrafos WE que permitiam que neles fossem colocados aparelhos do tipo castiçal.
Este especificamente já vinha com o transmissor especial para a montagem, como se nota quando se vê que é um castiçal sem a base.

ARREIOS DE ALPACA, RIO GRANDE E O POSITIVISMO

7 de janeiro de 2010


A filosofia do Positivismo, criada por Augusto Comte, encontrou terra fértil no Rio Grande do Sul a partir de Júlio de Castilhos. Este homem redigiu e fez aprovar uma Constituição estadual que garantiu aos positivistas 40 anos de domínio político, mantendo-se até Getúlio Vargas, quando Governador do estado.
E essa característica e importância dessa filosofia no estado ficou gravada em peças típicas dos objetos de uso dos gaúchos. Nas fotos, um raro exemplo de cabeçada de sela ou serigote com o brazão oval e o dístico Ordem e Progresso, tipicamente positivista.
As poucas peças remanescentes, que bem ilustram essa época, são hoje disputadas pelos colecionadores.

GELADEIRAS A GELO, ICE BOX, GELADEIRAS ANTIGAS, CAIXAS DE GELO

3 de janeiro de 2010

As primeiras “geladeiras” surgidas nada mais eram que caixas de gelo. Geralmente em madeira com paredes duplas – a parede interna em “folha de flandres” – e um material de isolamento qualquer tinham, em sua parte superior, um depósito para gelo em barras, adquiridos em fábricas de gelo.
Neste depósito além do gelo eram acrescentados outros produtos, como serragem, alcool e sal grosso, de forma que o gelo derretesse mais lentamente.
Ainda hoje usamos caixas de gelo, mais leves, em isopor ou fibra, quando queremos manter geladas bebidas que levamos a passeios.
Só que as antigas eram “móveis” de luxo, presentes em um número restrito de residências, dado seu custo elevado e as despesas de manutenção – compra seguida de gelo em barras.
As primeiras eram feitas em madeira, geralmente carvalho, com ferragens – maçanetas e dobradiças – em bronze niquelado.
Num segundo momento surgiram as totalmente em chapas metálicas (folha de Flandres), permitindo novos desenhos, como as cilíndricas.
Em breve estaremos incluindo fotos de dois modelos, um retangular e um cilíndrico, que atualmente estão em recuperação.
São muito usadas, ainda hoje, como peças de decoração, transformadas em barzinhos ou enfeitando áreas de churrasqueiras.
Como sempre, toda informação que agregue valor é bem vinda.

TELEFONE ERICOFON 700

10 de dezembro de 2009

1967. A Ericsson tentou dar uma sobrevida ao seu famoso Ericofon – JK no Brasil, Cobra no exterior – lançando o modelo 700. As linhas perderam cantos arredondados, ficando mais “quadrado”. Um pouco menor que o modelo original, tinha como principal novidade o teclado de pressão, ao invés do antigo disco numérico. Vinha acompanhado com uma manual em 13 idiomas, um folheto demonstrativo da conexão na parede e, cuidado sueco, o parafuso para prender a caixa de derivação na parede.
Este das fotos foi recentemente encontrado, “abandonado” entre móveis vendidos para uma loja de objetos usados. Está em sua caixa de cartão ondulado original.

WESTERN ELECTRIC 20AB

9 de dezembro de 2009

Encontro somente agora, depois de tantos anos lidando com telefones, esse modelo com uma “alça” para o auricular diferente. E o auricular também diferente. Com uma espécie de arco para prender o auricular junto à orelha do usuário. Creio que era algo para uso intensivo, de alguém que tinha que ficar com as mãos livres.

Quem tiver mais detalhes, por favor mande mensagem.

Obrigado

PHLIPS 2600

28 de novembro de 2009


1929. Tempo áureo do rádio. Os aparelhos eram a principal atração de uma casa. A conexão com o mundo. A Philips sempre com seus aparelhos de qualidade. Essa peça é um móvel, pesado e que provavelmente permitiu a seus proprietários estarem atentos ao que ocorria em todo o mundo. Imaginem depois de restaurado, pela mágicas mãos do Indalécio, da Officina do Rádio.

TELEFONES QUE ROMPERAM O CONCEITO: ERICOFON E GRILLO

23 de novembro de 2009

O telefone Grillo, desenhado por Marco Zanuso e Richard Sapper para a SIT-Siemens da Itália, é a segunda grande alteração do design de telefones. O Ericofon mudou totalmente o conceito de que o aparelho tinha que ficar “estático” sobre uma mesa e pegava-se apenas o fone. No Ericofon e também no Grillo, todo o conjunto ficava nas mãos do usuário, aparelho e monofone integrados.
O Grillo é o “pai” dos “flip-fones” que, hoje, as empresas de telefones celulares apresentam como “grande modernidade”. Essa grande modernidade nasceu nas pranchetas italianas no início dos anos 1960.

TELEFONE ERICOFON OU JK

15 de novembro de 2009


A partir da constatação de que as pessoas acamadas tinham dificuldades em utilizar um telefone, a Ericsson, fabricante suiça de aparelhos telefônicos, determinou a seu design H G (Gosta) Thames que desenvolvesse um aparelho para uso nessa condição, de acamado ou hospitalizado. A esta pessoa seria difícil a utilização de um aparelho convencional. E o aparelho, que foi desenvolvido para o conforto do hospitalizado, não contava com campaínha de chamada. Era feito para o paciente efetuar as ligações, não para receber chamadas.

Posteriormente, com o sucesso do novo desenho, a Ericsson viu-se obrigada a incluir um pequeno “buzzer”, um vibrador que emite som, desses que se encontram hoje em dia nos porteiros eletrônicos.
Foi lançado, em 1954, com uma cartela de 18 cores, aproveitando e promovendo as possibilidades dos novos plásticos do pós-guerra. Quando licenciou fabricante norte-americano, este já reduziu a cartela para apenas 8 cores. O conceito de economia de escala dos americanos não aceitou cores com pouca demanda.
Final dos anos 50 e início de 60, a conversa da moda no Brasil era a construção de Brasília. O então presidente Juscelino Kubitischek de Oliveira, quando conheceu o aparelho ficou encantado. Como o modernismo do design remetia ao modernismo da nova capital, exigiu que todos os terminais telefônicos instalados em Palácio fossem desse modelo. Foi aí, então, que o internacionalmente famoso Ericofon virou, no Brasil, telefone “JK”.
O aparelho teve sua produção descontinuada ainda no final dos anos 60.
Quem quiser mais informações, procure o Raphael Alvez Zanetti, de São Paulo. Ele é talvez o maior especialista brasileiro nesses telefones.

MOEDORES DE CAFÉ E PIMENTA

26 de outubro de 2009

Como é agradável o odor do café moído na hora. E o sabor da pimenta, sem que seus componentes voláteis se percam, quando é moída diretamente sobre o prato.
Por isso vem sendo criados, desde a muito, pequenos moedores para uso doméstico. Os modelos são variados, mas todos tem a função de moer pequenas quantidades, suficientes para o uso imediato, preservando, para outras ocasiões, os grãos não usados ainda intactos, mantendo dentro deles toda a paixão pela pimenta e pelo café.
Vejam aqui alguns modelos de moedores.